É um mês chato porque andamos todos sorumbáticos. Já não há festas onde ir e jantares para organizar e prendas para comprar e casas para engalanar e visitas para fazer e listas para cumprir... ninguém quer ouvir falar em comida e muito menos em bolo rei... depois de um mês tão cheio, segue-se um mês sem animação, sem brilho, que se vive sem muito entusiamo. Ainda por cima ora está frio, ora está a chover, ora os dois ao mesmo tempo que é para arreliar ainda mais.
E o que fazer neste mês de ressaca?
Nada melhor do que planear as férias do ano, tirar uns dias de férias, começar a visualizar as nomeações para os Golden Globes e para os Oscars, arriscar num batom mais arrojado, fazer desporto porque todos os doces que entraram em Dezembro têm de sair de alguma forma, ler um livro simpático, namorar, divertir-se com a família, usar uma nova cor de verniz, jantar fora num restaurante novo, mudar a decoração de casa, pôr flores em jarras, cortar o cabelo...
“Amigos improváveis” pelas lágrimas e gargalhadas que me arrancou
Aventura do ano
Ir a pé a Fátima (apenas 24 km) pela companhia, pelo caminho percorrido e pelo silêncio existente no Santuário naquela madrugada
Música do ano
Qualquer uma das que apareceram no blog ao longo do ano, mas mais recentemente "Madness" dos Muse
Cidade do ano
Paris pela beleza que me mostrou e pela leveza que me deu
(tirada da www)
Bebida do ano
Hendricks por quem me deu a conhecê-la
(tirada da www)
Vinho do ano
Não consigo eleger, pelo que escolho um bom tinto do Douro, quente no beber e suave na adstringência
Concerto do ano
Pink Martini porque foi mesmo muito bom
Livro do ano
“O ladrão de sombras” de Marc Levy pela emoção das palavras
Cor do ano
Cor-de-rosa porque me alegra
Compra do ano
Casaco cor-de-rosa pela irreverência
Loucura do ano
Aceitar um pedido de namoro de alguém que conhecia há poucos dias
(tirada da www)
Objectivo alcançado do ano
Voltar a ser e sentir-me feliz. Consegui!
(tirada da www)
Comida do ano
Vieiras com espuma de caril do Umai – uma delícia!
Série do ano
Downtown Abbey porque adoro o facto de retratar várias épocas da história e porque tem um humor delicioso
Que 2013 seja um óptimo ano! Temos de encarar o 13º ano deste milénio como um ano de sorte, de esperança e de que será melhor que aquele que ora cessa. São os meus votos para todos, em especial para aqueles que estão no meu coração!
As muitas prendas que me faltam comprar e fazer intervalam-se com os frascos de doce que ainda têm de sair da minha cozinha, juntamente com os quilos de bolachinhas que tenho de enfornar e embalar. Pelo meio vou tratar de aumentos de capital, ofertas públicas, penhoras e acções inspectivas. Também tenho de embarcar com destino a Milão e com um pulo a Génova, pedindo a todos os Santinhos que não neve muito, que ninguém pense em greves e que o voo de regresso não seja cancelado para poder estar em Portugal a 24. E o jantar de Natal que tenho de preparar para acolher os amigos do coração. Não esquecendo, claro está, as idas ao ginásio que neste último mês não emagreci nada. E já agora, ainda se arranjam umas belas horas para passar com a família e com os meus afilhados que eu, qual madrinha desnaturada, não vejo há uns meses. A isto acresce o namorar e o passear de mão dada. Aqui enfiado ainda está a preparação de uma surpresa. Uffffff
Algures em Outubro avisei, ou melhor, quase gritei aos quatro ventos que, caso o mês de Novembro não fosse simpático para mim, fugia. Felizmente, não terei de adoptar as medidas drásticas que uma fuga requer porque Novembro foi o melhor mês deste ano e o melhor mês dos últimos anos. Ando nas nuvens com todas as coisas boas que me têm acontecido, bem como com as boas notícias que tenho recebido daqueles que têm um lugar no meu coração.
A minha querida irmã está a vibrar com Génova e já deu um saltinho a Florença e outro a Milão. Daqui a 17 dias junto-me a ela – estava a ver que não viajava mais este ano… - para nos divertirmos, rirmos, fazermos comprinhas, descansarmos e não pensarmos em dietas. Tão bom!
A R., depois de tanto esforço e dor, deu-me a notícia de estarem dois pimpolhos a caminho. Cá vos espero em Julho e que venham cheios de saúde!
A I. anda feliz com a vida graças ao novo trabalho e a quem lhe aquece o coração! Já cá faltavam boas notícias desse lado há uns tempitos, pelo que já sabes que fico muito feliz por estares bem!
Quanto a mim… bem, já não me lembrava do que é namorar, do que é partilhar as melhores coisas e as menos boas que acontecem no dia-a-dia, de receber mensagens, emails inesperados e ler e ouvir palavras tão cheias de carinho, de me preocupar com alguém, neste caso, alguém que deixou de ser um estranho há exactamente um mês atrás, de como é bom estar apaixonada! Sim, só passou um mês, mas sinto que temos uma ligação tão forte que parece já terem decorrido meses desde o primeiro olá. Não foi love at first sight. Foi muito mais do que isso… É muito mais do que isso… É algo completamente novo para mim, diferente de tudo o que alguma vez experienciei, porque consigo sentir-me simplesmente feliz!
Apareceste na altura certa, quando já me sentia com mais confiança, quando os últimos fantasmas me deixavam de assombrar, quando me sentia suficientemente forte para voltar a acreditar que podia ser feliz com outrem e não só comigo. Apareceste de rompante e não fugiste, apesar das minhas implicâncias, neuras e dramas. Apareceste e por aqui ficaste, tendo-te eu concedido um dos melhores lugares do meu coração para te instalares.
Obrigada I. por na nossa noitada de há um mês atrás te teres lembrado, out of the blue, desta pessoa que, em tão pouco tempo, se tornou tão importante para mim!
Aproveito, ainda, para declarar oficialmente aberta a época natalícia no Croissant de Amêndoa, com o “All I want for Christmas is you” e uma cena de um dos meus filmes de Natal preferidos - "Love Actually". Ao contrário dos últimos anos, o espírito natalício já por aqui paira e a minha casinha já está decorada a rigor.
Estamos a 5 semanas do novo ano e hoje dei por mim a pensar se quero que este ano acabe, se não me importava que se prolongasse, ou se é um bocado indiferente. Em 2010, implorei para o ano acabar. Em 2011, como o vazio era tão grande, estava indecisa entre querer que o velho acabasse e desejar que o novo começasse. Agora que nos aproximamos da recta final de 2012, quero que todas as coisas boas que aconteceram se prolonguem durante 2013. Não fico triste ou contente com o fim de 2012, até porque para mim este ano já está arrumado, mas estou muito curiosa para ver o que 2013 me trará! Se tiver tantas borboletas como o mês de Novembro tem tido, não preciso pedir mais nada.
O título deste post poderia dar lugar à apresentação de inúmeros pontos de vista e posições sobre o destino, sobre as linhas que orientam o nosso futuro, sobre as escolhas que fazemos na nossa vida. Rios de tinta foram impressos e palavras redigidas sobre esta temática. Quanto a mim, acho que a ideia de que a nossa vida já está escrita quando inspiramos pela primeira vez não é bem assim. Sinto que os contornos estão definidos, mas as nossas escolhas e decisões é que nos direccionam para um caminho ou para uma encruzilhada. Nós somos os nossos próprios construtores e dependendo se escolhemos palha, madeira ou tijolo como material, vamos dando forma ao nosso eu, à nossa pessoa, àquilo que somos. A esta ideia podemos associar as coincidências. Existem ou somos nós que as criamos, associando situações e lugares que não são associáveis? Tenho para as coincidências a mesma postura que para as bruxas - ninguém acredita em bruxas, mas que as há, lá isso há! O que é certo é que exactamente dois anos depois de ter assumido o meu estado de solteira, chutando o defunto para fora do jogo da minha vida por não saber quem queria, apareceu quem me quer quando eu não procurava alguém que me quisesse. A vida é curiosa, muito curiosa! E eu gosto desta vida, a minha, que é uma aventura, uma verdadeira montanha russa com muitos e variados loopings, mas com os seus momentos mais calmos, direitos e certos.
Bem-vindo à montanha russa! I hope you can handle it!
À excepção de há dois anos atrás, nunca Outubro foi um mês tão mau. Deixou-me completamente de rastos, sem saber onde me agarrar, nem para onde me virar. Senti-me aos trambolhões, levei muitos encontrões e fui pisada até à minha exaustão. Foi um mês que doeu e me ficou marcado na alma e no coração.
Partiram-me o coração, tramaram-me e puseram em causa a minha qualidade profissional, passaram dois anos sobre a sua morte, entrei em queda livre e caí em cima do joelho esquerdo, houve quem me chamasse arrogante por eu optar por manter a distância e ser uma pessoa fria que não dou confiança a qualquer um, também houve quem dissesse que sou gira e muito inteligente, mas pouco confiante e que, por isso, as minhas qualidades ficam reduzidas a nada. Que fazer quando insistem em confundir falta de confiança com timidez?... Estive, ainda, num jantar com casais casados / com casamento marcado e alguns com crianças do primeiro casamento... estive a um passo de cortar os pulsos enquanto ouvia histórias sobre alianças, flores e vestidos e as típicas repreensões da mulher ao marido para ter maneiras e não fazer isto ou aquilo! Eu era a única criatura solteira no meio de tanto mel (e eu bem digo que não gosto de mel).
Claro que perante tanta mossa, a minha sanidade mental fez pufffffff e, como consequência, cerca de vinte centímetros do meu cabelo ficaram no chão do cabeleireiro. Há mais de 10 anos que não tinha o cabelo tão curto, mas precisava mesmo de mudar alguma coisa. Quem diz que uma mudança de look não ajuda a melhorar o estado de espírito, está bem enganado!
Com novo corte de cabelo, menos três quilos e confiança reforçada, será que Novembro será melhor? Se não for, fujo!